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Ressonância Magnética

Ressonância magnética de crânio

Ressonância magnética de crânio para investigação de AVC, esclerose múltipla, tumores, epilepsia e cefaleia.

A ressonância magnética de crânio é o exame com maior capacidade de detalhar o tecido cerebral. Distingue substância branca de substância cinzenta, identifica lesões de poucos milímetros e detecta alterações que a tomografia não mostra — especialmente em fossa posterior, tronco cerebral e lobos temporais.

O que o exame identifica

Lesões isquêmicas, agudas e antigas, com a sequência de difusão detectando isquemia nas primeiras horas; lesões desmielinizantes, como as da esclerose múltipla; tumores primários e metástases; malformações vasculares; alterações do hipocampo relacionadas à epilepsia; hidrocefalia; processos infecciosos e inflamatórios; e padrões de atrofia relevantes na investigação de demências.

Quando é indicada

A indicação é do médico assistente. Situações frequentes: investigação de AVC ou de ataque isquêmico transitório já ocorrido; suspeita de esclerose múltipla; cefaleia com sinais de alarme; crises convulsivas; alteração cognitiva ou de memória; tontura e vertigem persistentes; alterações de nervos cranianos; e acompanhamento de lesão já conhecida.

Ressonância ou tomografia para o cérebro

Na urgência, a tomografia é o primeiro exame — é rápida e identifica sangramento. A ressonância entra depois, ou de forma eletiva, porque detalha muito mais o tecido cerebral e detecta lesões que a tomografia não mostra. São complementares, com momentos diferentes.

Contraste

A maioria dos exames de rotina não usa contraste. Ele é indicado na investigação de tumores, processos infecciosos e inflamatórios, doenças desmielinizantes em atividade e controle pós-operatório. A definição é do médico solicitante e do radiologista. Ver a página sobre contraste na ressonância.

Duração

De 25 a 40 minutos. Com contraste ou protocolos específicos, pode chegar a 50 minutos.

O que o exame não faz

Não avalia bem estruturas ósseas finas — território da tomografia. Também não substitui o eletroencefalograma na avaliação funcional das crises epilépticas: a ressonância mostra a estrutura, não a atividade elétrica.

Também conhecido como: RM de crânio, ressonância de encéfalo, RNM de crânio, ressonância magnética cerebral, RM de cabeça.

Preparo para este exame

Sem jejum quando não há contraste. Com contraste, jejum leve de cerca de 4 horas. Retirar todos os objetos metálicos, incluindo grampos de cabelo e piercings. Não usar maquiagem — alguns pigmentos contêm metal e degradam a imagem. Informar implantes, cirurgias prévias e histórico de trabalho com solda ou metal. Traga exames anteriores de crânio, com laudos e imagens — a comparação define se um achado é novo ou estável.

Conteúdo revisado por

Dra. Patrícia Zuffo · Médica Radiologista · Fellow em Medicina Fetal (CETRUS) · Fellow em Neurorradiologia, Cabeça e Pescoço (Hospital Israelita Albert Einstein) · CRM-MT 7645 · RQE 5458

Perguntas frequentes

Sobre este exame: comuns

Sim. A ressonância caracteriza a lesão, identifica lesões antigas não percebidas e ajuda a definir a causa, o que orienta a prevenção de novos eventos.

Não. Apenas retirar grampos, presilhas e elásticos com metal.