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Ressonância Magnética

Ressonância magnética fetal

Ressonância magnética fetal como complemento ao ultrassom morfológico, sem radiação, sem contraste e sem sedação.

A ressonância fetal é um exame complementar ao ultrassom obstétrico, nunca um substituto. É solicitada quando o ultrassom identifica uma alteração e é necessário detalhá-la — principalmente no sistema nervoso central do feto.

Onde ela mais contribui

O maior valor da ressonância fetal está na avaliação do encéfalo . A partir do segundo trimestre, ela detalha estruturas que o ultrassom pode não caracterizar bem — sobretudo quando o crânio já está mais ossificado, a posição fetal é desfavorável ou a paciente tem parede abdominal espessa. Malformações do corpo caloso, alterações do desenvolvimento cortical, hemorragias e lesões isquêmicas são exemplos em que a ressonância acrescenta informação que muda o aconselhamento aos pais e o planejamento do parto. Fora do sistema nervoso, contribui na avaliação de hérnia diafragmática, massas cervicais e torácicas, alterações renais complexas e tumores fetais.

Quando é indicada

Alteração identificada no ultrassom morfológico que exige detalhamento; história familiar ou gestação anterior com malformação do sistema nervoso central; infecção congênita com suspeita de comprometimento cerebral; planejamento de parto e de cuidados neonatais; e avaliação em gestação gemelar complicada. A indicação parte do médico que acompanha o pré-natal ou do especialista em medicina fetal.

Melhor momento

Em geral a partir de 20 a 22 semanas, quando as estruturas fetais já têm tamanho suficiente e a movimentação relativa é menor. Antes disso, o rendimento cai bastante.

Segurança

Não usa radiação. Não é utilizado contraste na ressonância fetal. Não há sedação materna nem fetal em condições habituais. O método é considerado seguro na gestação a partir do segundo trimestre.

Duração

De 25 a 45 minutos, variando conforme a movimentação fetal. Sequências rápidas são utilizadas justamente para reduzir o efeito do movimento.

O que o exame não faz

Não substitui o ultrassom morfológico, que continua sendo o método de rastreamento. Não detecta todas as alterações, e resultado sem anormalidades reduz, mas não elimina, a possibilidade de malformação. A interpretação e o aconselhamento são do médico que acompanha a gestação.

Uma nota sobre o contexto

Este exame costuma ser solicitado depois de uma notícia difícil no ultrassom. A equipe sabe disso. O tempo do exame é explicado com antecedência, o acompanhante é bem-vindo na sala, e qualquer dúvida pode ser feita antes de começar.

Também conhecido como: RM fetal, ressonância magnética fetal, RM de feto, ressonância do sistema nervoso central fetal.

Preparo para este exame

Jejum de aproximadamente 4 horas — reduz a movimentação fetal e melhora as imagens. Confirme no agendamento. Esvaziar a bexiga antes do exame, para conforto. Traga o ultrassom morfológico e todos os exames da gestação , com imagens. A ressonância é dirigida ao achado identificado no ultrassom, e sem essa referência perde eficiência. Informe a idade gestacional exata. O exame é feito em decúbito dorsal ou lateral esquerdo, conforme conforto — informe se sentir falta de ar ou tontura ao deitar de costas. Lei 14.737/2023: direito a acompanhante maior de idade durante todo o atendimento. Um acompanhante pode permanecer na sala, após a mesma triagem de segurança.

Conteúdo revisado por

Dra. Patrícia Zuffo · Médica Radiologista · Fellow em Medicina Fetal (CETRUS) · Fellow em Neurorradiologia, Cabeça e Pescoço (Hospital Israelita Albert Einstein) · CRM-MT 7645 · RQE 5458