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Ultrassonografia

Ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre com translucência nucal

Morfológico de primeiro trimestre com translucência nucal entre 11s3d e 13s6d. Lucas do Rio Verde.

O morfológico de primeiro trimestre é o exame de rastreamento realizado entre 11 semanas e 3 dias e 13 semanas e 6 dias de gestação. Avalia a anatomia inicial do feto, mede a translucência nucal e calcula o risco de alterações cromossômicas. É também o exame que data a gestação com a maior precisão de todo o pré-natal.

A janela é rígida — e é o ponto mais importante

O exame só é válido quando o feto mede entre 45 e 84 milímetros de comprimento cabeça-nádega, faixa que corresponde ao intervalo de 11 semanas e 3 dias a 13 semanas e 6 dias. Fora dela, a medida da translucência nucal perde validade e o cálculo de risco não pode ser feito. Agendar na data certa é, na prática, a parte mais crítica do preparo.

O que é avaliado

Translucência nucal, presença e aspecto do osso nasal, anatomia fetal inicial — crânio, parede abdominal, membros, bexiga, estômago e coração —, batimentos cardíacos, número de fetos e, em gestação múltipla, a corionicidade. O estudo com Doppler das artérias uterinas permite estimar risco de pré-eclâmpsia, o que abre janela para conduta preventiva ainda no primeiro trimestre.

Rastreamento não é diagnóstico

O exame calcula probabilidade; não confirma condição. Translucência nucal aumentada indica risco maior de alteração cromossômica e orienta investigação adicional — teste pré-natal não invasivo no sangue materno ou procedimento invasivo com análise genética. Resultado de baixo risco reduz muito a probabilidade, mas não a elimina. A interpretação cabe ao médico que acompanha o pré-natal.

Quem indica

O rastreamento de primeiro trimestre integra o protocolo de pré-natal recomendado. A indicação e a interpretação do resultado cabem ao médico assistente.

Como é realizado

Na maior parte dos casos por via abdominal. Quando a posição fetal ou as condições maternas dificultam a obtenção das medidas com a precisão exigida, parte do exame é feita por via transvaginal. Nenhuma das vias oferece risco.

Duração

De 30 a 45 minutos. Pode se estender quando o feto está em posição desfavorável e é necessário aguardar movimentação. Essa espera faz parte do exame, não é atraso.

O que o exame não faz

Não detecta todas as malformações — muitas só se manifestam mais adiante e são avaliadas no morfológico de segundo trimestre. Não confirma síndrome genética. Não substitui o teste pré-natal não invasivo nem o estudo genético quando indicados.

Também conhecido como: Morfológico de primeiro trimestre, ultrassonografia obstétrica com translucência nucal, US morfológico 1º trimestre com avaliação da TN, translucência nucal, US obstétrico com TN.

Preparo para este exame

Sem jejum. Venha alimentada e hidratada — a glicose materna deixa o feto mais ativo e facilita a obtenção do perfil necessário para as medidas. Refeição leve ou suco cerca de 30 minutos antes ajuda. Não aplique creme, óleo ou loção hidratante no abdome no dia do exame — formam barreira que reduz a nitidez e podem inviabilizar medidas milimétricas. Confirme a idade gestacional antes de agendar. Traga a carteira de pré-natal e exames anteriores da gestação. Lei 14.737/2023: direito a acompanhante maior de idade durante todo o atendimento.

Conteúdo revisado por

Conteúdo revisado por Dra. Patrícia Zuffo · Médica Radiologista · Fellow em Medicina Fetal (CETRUS) · Fellow em Neurorradiologia, Cabeça e Pescoço (Hospital Israelita Albert Einstein) · CRM-MT 7645 · RQE 5458

Perguntas frequentes

Sobre este exame: comuns

A translucência nucal não pode mais ser medida com validade. Converse com seu obstetra: o rastreamento pode seguir por outra via, como o teste pré-natal não invasivo no sangue materno, e a avaliação anatômica é retomada no morfológico de segundo trimestre, entre 20 e 24 semanas.

Não. Significa risco aumentado, o que indica investigação complementar. Boa parte dos fetos com medida aumentada não tem alteração cromossômica.

Não, por nenhuma das vias.

Não. São etapas distintas: o de primeiro trimestre rastreia risco cromossômico e data a gestação; o de segundo avalia a anatomia já formada.